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Penagoyam

Entre o Marão e o Rio Corgo... Entre Panoias e o Rio Douro... Eis o Reino dos penaguiotas de todas as idades, sexos, latitudes, religiões, cores políticas, bolsas recheadas ou não...

«A explicação da origem do topónimo principal do concelho de Santa Marta de Penaguião está envolta numa lenda curiosa. Segundo a tradição, um cavaleiro francês chamado Guillon mandou queimar a capela de Santa Marta, após o qual a santa lhe apareceu ditando-lhe um castigo: que construísse uma vinha e tratasse dela. Assim o fez o conde, pelo que a localidade passou então a adoptar o nome de Santa Marta de Pena (castigo) Guillon.

Apesar do valor etnográfico da lenda, a origem do topónimo tem, no entanto uma outra interpretação; assim, trata-se de um topónimo composto, cujo primeiro elemento se refere a Santa Marta, hagiotopónimo ligado a uma devoção muito antiga (pré-nacional), e divulgada na Idade Média. Já antes da Nacionalidade o culto era dos mais antigos na Península, sobretudo no Norte. Santa Marta, símbolo do trabalho, é a santa protectora da Região Vinhateira do Douro.

Relativamente ao segundo elemento do topónimo "Penaguião", o seu primeiro termo, "pena", alude a uma fortificação roqueira, sendo que o segundo reflecte um nome pessoal de origem germânica no possessivo em -ani (Gogilani, de Gogila).

A ocupação do território que corresponde ao actual concelho de Santa Marta de Penaguião é bastante remota, como o atestam as várias fortificações castrejas e as referências toponímicas das suas freguesias e lugares. O território do actual concelho de Santa Marta de Penaguião corresponde sensivelmente a metade da "terra", julgado ou pequeno distrito medieval de Penaguião, pelo que é errado pensar-se que se trata da representação da dita terra no presente. A terra de Penaguião era mais vasta e as cumeadas bravias do Marão separavam-na da terra de Baião, embora o mais comum no primeiro tempo da monarquia tenha sido a reunião do governo superior de ambas nas mãos do mesmo rico-homem, "tenens Bayam et Penagoyam", em regra saído da estirpe dos "de Baião". O próprio castelo de Penaguião (defensáculo com possível origem castreja) nem mesmo ficava localizada nos limites do actual concelho, mas sim no acual concelho de Peso da Régua. O defensáculo mais central das populações do território que compõe o actual concelho de Santa Marta de Penaguião, nas épocas ante-históricas e proto-históricas, considerar-se-á aquele a que se refere o topónimo Crestelo (na freguesia de Fontes) decerto na origem de um pequeno castro. Em meados do século XII, algumas das freguesias do actual concelho já se encontravam formadas, como é o caso de Fontes, Lobrigos (S. João Baptista), Cumeeira, Louredo e Medrões. Em meados do século XIII a igreja de Santa Maria de Louredo era do padroado de Paio Soares e de vilãos herdadores; o da de S. João de Lobrigos era de cavaleiros fidalgos (metade pertenceu à coroa até D. Sancho I que a deu a um nobre); a de Santiago de Fontes pertencia a fidalgos; a de S. Salvador de Medrões era de fidalgos e do Mosteiro de Travanca e a de S. Miguel de Lobrigos era de filhos de algo. Em 1202 D. Sancho I concedeu foral a Santa Marta de Penaguião, foral esse que veio a ser confirmado por D. Manuel I, a 15 de Dezembro de 1519. O território que forma o actual concelho estava então integrado na "terra", julgado ou distrito medieval de Penaguião. Apesar de alguns documentos referirem a vida municipal de Santa Marta de Penaguião, foi sem dúvida a criação da Região Demarcada do Douro, em 1756, que mais contribuiu para o desenvolvimento deste concelho. O concelho de Santa Marta de Penaguião foi extinto a 26 de Setembro de 1895 e restaurado a 13 de Janeiro de 1989, tendo, durante a extinção, pertencido ao concelho de Vila Real as freguesias de Fornelos e Louredo e as restantes ao de Peso da Régua.»

in www.portugal.veraki.pt
via www.penagoyam.blogspot.pt

Marqueses de Fontes

     O título de Marquês de Fontes foi criado em 2 de janeiro de 1659 pelo rei D. Afonso VI de Portugal, a favor de D. Francisco de Sá e Meneses, 4.º conde de Penaguião.
     Embora o título tenha sido outorgado em vida do 1.º titular, foi renovado nos 2.º e 3.º filhos do mesmo, respectivamente 6.º e 7.º condes de Penaguião. Já no século XX o título voltou a ser renovado nos 18.º e 19.º condes de Penaguião.


Brasão da família Sá, 
Condes de Penaguião, 
Marqueses de Fontes e 
Marqueses de Abrantes.

Marqueses de Fontes (1659)

D. Francisco de Sá e Meneses (1640-1677), 4.º conde de Penaguião;

D. João Rodrigues de Sá Meneses (1674-1688), 6.º conde de Penaguião (2.º filho varão do predecessor, em virtude do primogénito D. João Rodrigo de Sá e Meneses, 5.º conde de Penaguião, não ter sobrevivido ao pai);

D. Rodrigo Anes de Sá Almeida e Meneses (1676-1733), 1.º marquês de Abrantes e 7.º conde de Penaguião (irmão do predecessor, em virtude deste não ter deixado descendência);

Após a instauração da República e o fim do sistema nobiliárquico, foram pretendentes ao título

D. Luís Gonzaga de Lancastre e Távora (1937-1993) e , atualmente,

D. José Maria da Piedade de Lancastre e Tavora (1960-).

Fontes:
- Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Conde_de_Penaguião
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marquês_de_Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marquês_de_Abrantes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Conde_de_Vila_Nova_de_Portimão
http://pt.wikipedia.org/wiki/Árvore_genealógica_da_Casa_de_Abrantes

- Geneall.Net
http://www.geneall.net/P/tit_page.php?id=939
http://www.geneall.net/P/tit_page.php?id=1574
http://www.geneall.net/P/tit_page.php?id=3
http://www.geneall.net/P/tit_page.php?id=542

In www.penagoyam.blogspot.pt/p/marqueses-de-fontes.html

Ver +++ em
www.geneall.net/pt/titulo/939/condes-de-penaguiao/
www.pt.wikipedia.org/wiki/Marquês_de_Abrantes

Condes de Penaguião

     Conde de Penaguião era um título nobiliárquico Português, atribuído pelo rei Filipe I de Portugal, em 10 de Fevereiro de 1583, a D. João Rodrigues de Sá.
     Esta família obteve o marquesado de Fontes em 1659, que foi trocado pelo marquesado de Abrantes em 1718.
     Por um decreto especial do rei D. João V de Portugal, de 24 de Junho de 1718, Conde de Penaguião tornou-se um título automaticamente atribuído ao herdeiro do Marquês de Abrantes.

Brasão da família Sá, 
Condes de Penaguião, 
Marqueses de Fontes e 
Marqueses de Abrantes.

Condes de Penaguião (1583)

1.º - D. João Rodrigues de Sá (c. 1555–?);

2.º - D. Francisco de Sá de Meneses (1598–1647), filho do anterior;

3.º - D. João Rodrigues de Sá e Meneses (1619–1658), filho do anterior;

4.º - D. Francisco de Sá e Meneses (c. 1640–1677), filho do anterior, também 1.º marquês de Fontes;

5.º - D. João Rodrigo de Sá e Meneses, filho do anterior;

6.º - D. João Rodrigues de Sá Meneses (1674–1688), filho do anterior, também 2.º marquês de Fontes;

7.º - D. Rodrigo Anes de Sá Almeida e Meneses (1676–1733), irmão mais novo do anterior, também 3.º marquês de Fontes, que foi trocado por 1.º marquês de Abrantes;

8.º - D. Joaquim Francisco de Sá Almeida e Meneses (1695–1756), filho do anterior, também 2.º marquês de Abrantes;

9.º - D. Ana Maria Catarina Henriqueta de Lorena (1691–1761), irmã do anterior, também 3.ª marquesa e 1.ª duquesa de Abrantes;

10.º - D. Maria Margarida de Lorena (1713–1780), filha da anterior, também 4.ª marquesa e 2.ª duquesa de Abrantes;

11.º - D. José Maria de Lancastre e Távora de Almeida Sá e Meneses (1742–1771), 2.º primo da anterior, também 6.º conde de Vila Nova de Portimão;

12.º - D. Pedro de Lancastre da Silveira Castelo Branco Sá e Meneses (1762–1828), filho do anterior, também 5.º marquês de Abrantes e 7.º conde de Vila Nova de Portimão;

13.º - D. José Maria da Piedade de Lancastre Silveira Castelo Branco de Almeida Sá e Meneses (1784–1827), filho do anterior, também 6.º marquês de Abrantes e 8.º conde de Vila Nova de Portimão;

14.º - D. Pedro Maria da Piedade de Lancastre Almeida Sá e Menezes (1816–1847), filho do anterior, também 7.º marquês de Abrantes e 9.º conde de Vila Nova de Portimão;

15.º - D. João Maria da Piedade de Lancastre e Távora (1864–1917), sobrinho do anterior, também 8.º marquês de Abrantes e 11.º conde de Vila Nova de Portimão;

Após a proclamação da República e o fim do sistema nobiliárquico, foram pretendentes ao título

16.º - D. José Maria da Piedade de Lancastre e Távora (1887-1961), também 9.º marquês de Abrantes;

17.º - D. Luís Gonzaga de Lancastre e Távora (1937–1993), também 10.º marquês de Abrantes, e, actualmente,

18.º - D. José Maria da Piedade de Lancastre e Távora (1960–), também 11.º marquês de Abrantes.

Fontes:
- Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Conde_de_Penaguião
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marquês_de_Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marquês_de_Abrantes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Conde_de_Vila_Nova_de_Portimão
http://pt.wikipedia.org/wiki/Árvore_genealógica_da_Casa_de_Abrantes

- Geneall.Net
http://www.geneall.net/P/tit_page.php?id=939
http://www.geneall.net/P/tit_page.php?id=1574
http://www.geneall.net/P/tit_page.php?id=3
http://www.geneall.net/P/tit_page.php?id=542

In www.penagoyam.blogspot.com/p/condes-de-penaguiao.html

Ver +++ em
www.geneall.net/pt/titulo/939/condes-de-penaguiao/
www.pt.wikipedia.org/wiki/Marquês_de_Abrantes

Lenda de Santa Marta de Penaguião

Um belo dia, um desconhecido cavaleiro de origem francesa que andava por terras de Panóias, o conde de Guillon, mandou incendiar uma capela branca erigida em honra a Santa Marta.

Depois de ter cometido tão grande sacrilégio, apareceu-lhe a Santa que o castigou, mandando-o plantar uma vinha com a obrigação de a granjear.

Cheio de remorsos e envergonhado nem quis ver a aparição e, curvado, tapou os olhos com as mãos. Ao descobri-los, o conde viu a seus pés um corvo, ave profética e sagrada de acordo com crenças antigas, símbolo do mau agoiro que pressente a morte com o seu grasnar.

Virando-se para a cultura da terra e plantação da vinha, o conde foi cumprindo a sua pena ao longo do ano. Na vindima, mais feliz e com a sua alma em paz, ofereceu à Santa em sinal de arrependimento as uvas que foram fruto do seu ano de trabalho.

Em vez de um corvo, que simboliza o mal, apareceram-lhe então pombas brancas e um cordeiro, símbolos da pureza e da reconciliação.

Estava perdoado.

E foi assim que o conde de Guillon se tornou no primeiro homem a granjear a vinha na região do Douro.

Segundo a tradição popular, desde então a localidade se passou a chamar Santa Marta de Pena Guillon.

Santa Marta de Penaguião não é mais do que a junção dos vocábulos Santa Marta (a santa), Pena (o castigo) e Guillon (o nome do cavaleiro francês).

*Eddo

In www.penagoyam.blogspot.pt/p/lenda-de-santa-marta.html

Douro Antigo


Publicado a 24/01/2013 em www.youtube.com
por Adriano Ferreira [https://www.youtube.com/channel/UC2zPkvq6BHFWy2UliYAcJ5g]

«Graças ao legado de Emílio Biel (http://pt.wikipedia.org/wiki/Em%C3%ADlio_Biel) podemos recordar parte da história do Douro de antigamente. Desde a feitura de socalcos para a plantação de vinhas, o seu tratamento, a vindima, o transporte das uvas em carros de bois e às costas dos trabalhadores até aos lagares onde eram pisadas, o transporte das pipas de vinho nos barcos rabelos para os armazéns, etc. etc.»

Autor: Adriano Ferreira [https://www.youtube.com/channel/UC2zPkvq6BHFWy2UliYAcJ5g]

#Douro #Duero