
Um belo dia, um desconhecido cavaleiro de origem francesa que andava por terras de Panóias, o conde de Guillon, mandou incendiar uma capela branca erigida em honra a Santa Marta.
Depois de ter cometido tão grande sacrilégio, apareceu-lhe a Santa que o castigou, mandando-o plantar uma vinha com a obrigação de a granjear.
Cheio de remorsos e envergonhado nem quis ver a aparição e, curvado, tapou os olhos com as mãos. Ao descobri-los, o conde viu a seus pés um corvo, ave profética e sagrada de acordo com crenças antigas, símbolo do mau agoiro que pressente a morte com o seu grasnar.
Virando-se para a cultura da terra e plantação da vinha, o conde foi cumprindo a sua pena ao longo do ano. Na vindima, mais feliz e com a sua alma em paz, ofereceu à Santa em sinal de arrependimento as uvas que foram fruto do seu ano de trabalho.
Em vez de um corvo, que simboliza o mal, apareceram-lhe então pombas brancas e um cordeiro, símbolos da pureza e da reconciliação.
Estava perdoado.
E foi assim que o conde de Guillon se tornou no primeiro homem a granjear a vinha na região do Douro.
Segundo a tradição popular, desde então a localidade se passou a chamar Santa Marta de Pena Guillon.
Santa Marta de Penaguião não é mais do que a junção dos vocábulos Santa Marta (a santa), Pena (o castigo) e Guillon (o nome do cavaleiro francês).
*Eddo
In www.penagoyam.blogspot.pt/p/lenda-de-santa-marta.html
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