Condes de Penaguião

     Conde de Penaguião era um título nobiliárquico Português, atribuído pelo rei Filipe I de Portugal, em 10 de Fevereiro de 1583, a D. João Rodrigues de Sá.
     Esta família obteve o marquesado de Fontes em 1659, que foi trocado pelo marquesado de Abrantes em 1718.
     Por um decreto especial do rei D. João V de Portugal, de 24 de Junho de 1718, Conde de Penaguião tornou-se um título automaticamente atribuído ao herdeiro do Marquês de Abrantes.

Brasão da família Sá, 
Condes de Penaguião, 
Marqueses de Fontes e 
Marqueses de Abrantes.

Condes de Penaguião (1583)

1.º - D. João Rodrigues de Sá (c. 1555–?);

2.º - D. Francisco de Sá de Meneses (1598–1647), filho do anterior;

3.º - D. João Rodrigues de Sá e Meneses (1619–1658), filho do anterior;

4.º - D. Francisco de Sá e Meneses (c. 1640–1677), filho do anterior, também 1.º marquês de Fontes;

5.º - D. João Rodrigo de Sá e Meneses, filho do anterior;

6.º - D. João Rodrigues de Sá Meneses (1674–1688), filho do anterior, também 2.º marquês de Fontes;

7.º - D. Rodrigo Anes de Sá Almeida e Meneses (1676–1733), irmão mais novo do anterior, também 3.º marquês de Fontes, que foi trocado por 1.º marquês de Abrantes;

8.º - D. Joaquim Francisco de Sá Almeida e Meneses (1695–1756), filho do anterior, também 2.º marquês de Abrantes;

9.º - D. Ana Maria Catarina Henriqueta de Lorena (1691–1761), irmã do anterior, também 3.ª marquesa e 1.ª duquesa de Abrantes;

10.º - D. Maria Margarida de Lorena (1713–1780), filha da anterior, também 4.ª marquesa e 2.ª duquesa de Abrantes;

11.º - D. José Maria de Lancastre e Távora de Almeida Sá e Meneses (1742–1771), 2.º primo da anterior, também 6.º conde de Vila Nova de Portimão;

12.º - D. Pedro de Lancastre da Silveira Castelo Branco Sá e Meneses (1762–1828), filho do anterior, também 5.º marquês de Abrantes e 7.º conde de Vila Nova de Portimão;

13.º - D. José Maria da Piedade de Lancastre Silveira Castelo Branco de Almeida Sá e Meneses (1784–1827), filho do anterior, também 6.º marquês de Abrantes e 8.º conde de Vila Nova de Portimão;

14.º - D. Pedro Maria da Piedade de Lancastre Almeida Sá e Menezes (1816–1847), filho do anterior, também 7.º marquês de Abrantes e 9.º conde de Vila Nova de Portimão;

15.º - D. João Maria da Piedade de Lancastre e Távora (1864–1917), sobrinho do anterior, também 8.º marquês de Abrantes e 11.º conde de Vila Nova de Portimão;

Após a proclamação da República e o fim do sistema nobiliárquico, foram pretendentes ao título

16.º - D. José Maria da Piedade de Lancastre e Távora (1887-1961), também 9.º marquês de Abrantes;

17.º - D. Luís Gonzaga de Lancastre e Távora (1937–1993), também 10.º marquês de Abrantes, e, actualmente,

18.º - D. José Maria da Piedade de Lancastre e Távora (1960–), também 11.º marquês de Abrantes.

Fontes:
- Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Conde_de_Penaguião
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marquês_de_Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marquês_de_Abrantes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Conde_de_Vila_Nova_de_Portimão
http://pt.wikipedia.org/wiki/Árvore_genealógica_da_Casa_de_Abrantes

- Geneall.Net
http://www.geneall.net/P/tit_page.php?id=939
http://www.geneall.net/P/tit_page.php?id=1574
http://www.geneall.net/P/tit_page.php?id=3
http://www.geneall.net/P/tit_page.php?id=542

In www.penagoyam.blogspot.com/p/condes-de-penaguiao.html

Ver +++ em
www.geneall.net/pt/titulo/939/condes-de-penaguiao/
www.pt.wikipedia.org/wiki/Marquês_de_Abrantes

Lenda de Santa Marta de Penaguião

Um belo dia, um desconhecido cavaleiro de origem francesa que andava por terras de Panóias, o conde de Guillon, mandou incendiar uma capela branca erigida em honra a Santa Marta.

Depois de ter cometido tão grande sacrilégio, apareceu-lhe a Santa que o castigou, mandando-o plantar uma vinha com a obrigação de a granjear.

Cheio de remorsos e envergonhado nem quis ver a aparição e, curvado, tapou os olhos com as mãos. Ao descobri-los, o conde viu a seus pés um corvo, ave profética e sagrada de acordo com crenças antigas, símbolo do mau agoiro que pressente a morte com o seu grasnar.

Virando-se para a cultura da terra e plantação da vinha, o conde foi cumprindo a sua pena ao longo do ano. Na vindima, mais feliz e com a sua alma em paz, ofereceu à Santa em sinal de arrependimento as uvas que foram fruto do seu ano de trabalho.

Em vez de um corvo, que simboliza o mal, apareceram-lhe então pombas brancas e um cordeiro, símbolos da pureza e da reconciliação.

Estava perdoado.

E foi assim que o conde de Guillon se tornou no primeiro homem a granjear a vinha na região do Douro.

Segundo a tradição popular, desde então a localidade se passou a chamar Santa Marta de Pena Guillon.

Santa Marta de Penaguião não é mais do que a junção dos vocábulos Santa Marta (a santa), Pena (o castigo) e Guillon (o nome do cavaleiro francês).

*Eddo

In www.penagoyam.blogspot.pt/p/lenda-de-santa-marta.html